O investimento
O investimento do Município é fundamental para o desenvolvimento das localidades e populações. As opções aqui feitas são excelente indicador das reais prioridades e intenções do que se pretende para o futuro. Muito mais do que as promessas balofas, insignificantes, ardilosas, feitas em campanha eleitoral. Nelas e o seu município não é excepção.
O Quadro de Referência Estratégico Nacional, vulgarmente conhecido por QREN - e que acaba em 2013 - é, essencialmente, um instrumento que visa facilitar o desenvolvimento e a modernização do território e atenuar disparidades. A CM de Nelas apresentou as seguintes candidaturas a este programa:
Nestas candidaturas apresentadas, a CM achou que a localidade mais necessitada, aquela onde os investimentos são mais prementes, onde desenvolvimento é mais necessário, onde a coesão é mais necessária, é, espante-se, a Vila de Nelas.
Com investimentos totais previstos (sem os mais que naturais desvios) de 5,5 milhões de euros e onde a autarquia (sem os tais desvios) prevê gastar, em fundos próprios, mais de 1,5 milhões de euros. Prioridades mais do que elucidativas.
Alguém sabe para que ano estão previstas candidaturas para as outras localidades/freguesias do concelho, nomeadamente para a de Canas de Senhorim? Ou estarão as restantes localidades, com os seus 10 mil habitantes, aproximadamente 70% da população do concelho, satisfeitas com os investimentos efectuados (não vamos falar dos intangíveis prometidos para não nos irritarmos).
Tenho saudades de ouvir afirmar, qual estribilho, que a discriminação era coisa de Zé Correias e "socialistas". Ainda se lembram? Se quisesse ser injusto diria que estamos na mesma (mas não estamos).
Felizmente o QREN possibilita candidaturas de instituições privadas e há alguns investimentos previstos e a decorrer, alguns dos quais, com que a CM de Nelas se comprometeu a ajudar na comparticipação nacional (muito justamente). Mais umas migalhas para fora de Nelas, mas migalhas importantes. Fossem esses compromissos honrados em termos do valor prometido (que em termos temporais nunca o serão) e sempre se atenuava ligeiramente, o modus operandi habitual. Palavras simpáticas apenas não chegam.
Note-se que a estes investimentos comunitários há que somar os habituais feitos pela autarquia e que sabemos onde são quase exclusivamente feitos. Exemplos anunciados disto são a "segunda fase" do quartel dos Bombeiros de Nelas (os ditos candidataram-se ao que têm por direito legalmente e têm o que a lei lhes reconhece como essencial e indispensável. Tudo o resto é "gordura" que não deve ser o erário público a suportar) e as corriqueiros passeios, muros e portões, por exemplo.
Há aparentemente mais investimentos, o NESTPOLIS por exemplo, que nos permite somar pelo menos mais 600 mil euros em Nelas (e aparentemente deve haver uma "segunda fase" a expensas totais do município sem a comparticipação de 65% do FEDER (ver comparticipação prevista em GOP 2011 e 2012).
Felizmente o QREN possibilita candidaturas de instituições privadas e há alguns investimentos previstos e a decorrer, alguns dos quais, com que a CM de Nelas se comprometeu a ajudar na comparticipação nacional (muito justamente). Mais umas migalhas para fora de Nelas, mas migalhas importantes. Fossem esses compromissos honrados em termos do valor prometido (que em termos temporais nunca o serão) e sempre se atenuava ligeiramente, o modus operandi habitual. Palavras simpáticas apenas não chegam.
Note-se que a estes investimentos comunitários há que somar os habituais feitos pela autarquia e que sabemos onde são quase exclusivamente feitos. Exemplos anunciados disto são a "segunda fase" do quartel dos Bombeiros de Nelas (os ditos candidataram-se ao que têm por direito legalmente e têm o que a lei lhes reconhece como essencial e indispensável. Tudo o resto é "gordura" que não deve ser o erário público a suportar) e as corriqueiros passeios, muros e portões, por exemplo.
Há aparentemente mais investimentos, o NESTPOLIS por exemplo, que nos permite somar pelo menos mais 600 mil euros em Nelas (e aparentemente deve haver uma "segunda fase" a expensas totais do município sem a comparticipação de 65% do FEDER (ver comparticipação prevista em GOP 2011 e 2012).




1/11/2012 12:30:00 AM
Alexandre Borges
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