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Viver da Desgraça Alheia

Ontem a TVI deu-nos conta de que há mais uma suspeita de trafulhice a envolver os incêndios de 2017 e os contornos para ajudar a suas vítimas. 

Ao que parece há suspeitas que bens doados (dinheiro, electrodomésticos, etc.) não estão a chegar a quem mais precisa mas a serem retidos e a ser distribuídos a familiares e amigos de autarcas. Depois das suspeitas na atribuição de casas, isto. Um nojo de atitude que, a confirmar-se, demonstra que quem governa por ali não tem o menor sentido ético, solidário ou responsabilidade. Demonstra que há por aí muito boa gente que ao tolerar as pequenas trafulhices do dia-a-dia, muitas vezes laudando o “seu vigarista”, o do “seu partido”, o do “seu clube”, mais não faz do que potenciar estás abjeções. Sejam eles simples eleitores que insistem em os eleger, sejam eles militantes ou membros das copulas partidárias que os indicam para ir à votos. 


Toleramos tudo isto ao longo do ano e depois dizemos-nos muito surpreendidos quando vemos que não há limites ao caciquismo. Pois isto não é mais do que o corolário lógico de práticas mafiosos de lesa pátria. 

Nestas suspeitas há ainda um elemento aparentemente comum - a não fiscalização adequada dos organismos do Estado que deviam acompanhar estes processos e, muitas vezes, dar pareceres vinculativos para os levar adiante, como foi o caso das habitações.

Isto é infelizmente transversal e um modo de agir. No fundo qual é a diferença substancial entre o que a TVI agora notícia e uma Câmara Municipal que se candidata a fundos para reparar infraestruturas afectadas pelos incêndios, indo buscar dinheiro a um bolo muito escasso que faz falta a quem realmente perdeu tudo, e anuncia que vai reparar estradas que estão há muito muito tempo a precisar de reparações. Estradas que pouco ou nada sofreram com esses mesmos incêndios? Isto com o beneplácito de quem devia averiguar se o que se está a apoiar foi ou não afectado efectivamente. 

Ignoremos até sermos nós os afectados e, depois, contemos com o desprezo de quem não sofreu. Continuemos a achar normal que nestas ocasiões, de tragedia, igualmente se verifiquem as já costumeiras aglomerações ao lado do tipo que fala para a televisão, feitos papagaios no ombro do pirata, para lucrar mediaticamente até com a tragedia morbida. 

Fica o link da reportagem. 

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Business as Usual

No executivo nelense continua tudo na mesma - muitas promessas, muitos milhões anunciados mas pouca concretização e, pior ainda, desperdício do dinheiro de todos para proveito de uns poucos (muito poucos), em benefício de quem, na prática, põe e dispõe como muito bem entende e se julga isento de escrutínio. 

Alguém sabe quando são inauguradas as zonas industriais que iam ser objecto de 10 milhões de investimento - link, inserido num investimento global anunciado de mais de 50 milhões de euros, que transformaria Nelas no "centro do centro" e do mundo?

Alguém sabe quando se instalam as primeiras empresas na ZI 4 - Fornos Eléctricos - já que foi pomposamente anunciada a sua compra? Ou a compra dos terrenos da ex CPFE e o anuncio da instalação da Loureiro & Filhos, em vésperas de eleições afinal não passaram de propaganda para enganar os eleitores? 

Na última edição o Jornal do Centro informa-nos que, desta feita, o executivo quer fazer um novo "parque urbano" (em Nelas, como é óbvio) num investimento de um milhão de euros. Depois da falhada "regeneração urbana" em Nelas nas áreas menos necessitadas, mais um investimento centralizador e desnecessário que canaliza o dinheiro de todos para algo não prioritário. Ter outro parque urbano numa vila campestre é mais uma manifestação de parolismo e faz-nos desconfiar de outros interesses, interesses que já foram manifestados numa célebre compra de uma quinta em Carvalhal Redondo e na tentativa de compra da Nelcivil. Interesses que se manifestam igualmente na venda de terrenos para industrias que fazem avenças. 

Na sede do concelho já existe a Mata das Alminhas e, a dois passos, a Quinta Cerca - totalmente abandonada e descapitalizada. Ao mesmo tempo, na Urgeiriça, não se potencia o parque que a EDM ali deixou porque, segundo o edil, "fica caro alocar um funcionário àquele espaço".
Enquanto se prometem  milhões para encher o olho a quem gosta de ser enganado não há dinheiro para reparar estradas (é ver como está a que liga Caldas da Felgueira a Santar, a Rotunda da Vinha, as partes da EN231 de responsabilidade municipal ou tantas e tantas pequenas vias). Enquanto se promete um concelho cada vez mais concentrado na sede de concelho, só se limpam as ruas quando há algum evento cultural (e onde há) para inglês ver. Enquanto se promete algo caro e não necessário continuamos sem implementar as áreas de reabilitação urbana que podiam potenciar a preservação do património existente e a sustentabilidade cultural e económica do concelho. Enquanto se anunciam investimentos balofos não se tratam dos parques infantis totalmente abandonados nem se tratam dos jardins públicos já existentes.

Business as usal, portanto, siga a Marinha e a propaganda. Promessas de ETARs, promessas de estradas, de largos, de mais 2 mil pessoas, bla bla bla, whiskas saquetas, mas, não fossem as obras pagas pela ENDESA pela não realização da Barragem de Girabolhos e a maior "obra" seria mesmo o aumento da dívida para níveis que, em 2013 quando fomos eleitos, era "uma vergonha", "insustentável", e razão para rasgar as vestes.

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13 Inaugurações

No Primeiro de Maio foi feita uma inauguração nas 4 esquinas de Canas de Senhorim.
Convém que as pessoas entendam algumas coisas sobre o que foi feito:

  1. A área intervencionada era e continua a ser privada. O proprietário pode, a qualquer momento requerer, o espaço para edificar o que quer que seja;
  2. O custo da obra foi 16.500 euros mais IVA, como se pode ver pela imagem 1;
    imagem 1
  3. Ficou por fazer a intervenção do espaço público entre (no mínimo) o Largo 2 de Agosto, a Capela e o Mercado, com a criação de passeios e espaços pedonais para fruição pública, reordenamento do transito, iluminação pública e mobiliário urbano. Assim como se pretendeu fazer em Nelas onde era muito menos necessário. Lá a coisa custou mais de 100 mil euros, como também é visível na imagem 1;
  4. Que o custo desta intervenção foi, mais coisa menos coisa, o mesmo que custou uma hora de actuação dos Diabo na Cruz em Junho passado na sede do Concelho, como se pode ver pela imagem 2.
    imagem 2

Isto dá para por em perspectiva a relevância da obra que pomposamente foi inaugurada e o que ela pretende: inviabilizar uma intervenção de fundo que reabilite o espaço público em Canas de Senhorim. Com o preço pago a uma banda musical tenta-se evitar uma obra estruturante que embelezaria e atrairia pessoas ao concelho numa povoação que há muito não é devidamente intervencionada. 

Sobre o preço pago aos Diabo na Cruz muito haveria a dizer (e talvez ainda seja dito), mas basta consultar o BASE e ver se encontram valor mais elevado pago à banda nos últimos 5 anos.

Mas já que a senda é inaugurar era interessante vermos inaugurar, por exemplo: 
  1. A educação e o respeito nas reuniões de Câmara e fora delas; 
  2. A verdade nos discursos e comunicados; 
  3. A igualdade de tratamento face a todos os munícipes e freguesias - a título de exemplo gastaram-se mais de 100 mil euros nas 4 esquinas de Nelas e apenas 16 mil nas de Canas (em terrenos particulares); 
  4. A defesa do interesse público em vez dos interesses pessoais e privados;
  5. O Centro Escolar de Canas de Senhorim (e não refeitórios que não em pré-fabricados); 
  6. Reparar condições deficientes na pré-escola de Canas de Senhorim ou de Santar, por exemplo; 
  7. Parques infantis funcionais e respeitando todos os preceitos legais, como o das Caldas da Felgueira e tantos outros; 
  8. Regenerações urbanas onde elas são efectivamente necessárias na Aguieira, Senhorim, Canas de Senhorim, Carvalhal Redondo, Pisão, Moreira. Faze-lo respeitando a traça beirã tradicional valorizando e potenciando o património existente, dando-lhe a coerência necessária para tornar o concelho atrativo para habitantes e visitantes;
  9. Iniciar as Áreas de Reabilitação Urbana que permitiriam aos particulares das Caldas da Felgueira, Canas de Senhorim, Nelas e Santar fazer obras com benefícios fiscais - não se limitar a calcetar terrenos privados; 
  10. A baixa do IMI;
  11. As obras que diz que vai fazer no próximo mandato;
  12. Assumir as responsabilidades pelo não cumprimento das muitas promessas que fez a pessoas, associações, empresas e juntas de freguesia em vez de atirar as culpas para os vereadores;
  13. Os lares prometidos de Carvalhal Redondo e Senhorim e o Centro da Misericórdia de Canas de Senhorim
Ao invés disto assistimos a inaugurações de empresas e ao apensar de placas para associar o espécime a coisas de pouco vulto. Assistimos ao disruptivo (esta palavra agora é de uso obrigatório) conceito de inaugurar promessas. O que temos tido e vamos ter são, essencialmente, inaugurações de promessas. Aliás, quem conhece Borges da Silva já certamente o ouviu dizer que "o que rende não é o cumprimento de promessas mas fazê-las". Até no que a lugares diz respeito isso se aplica. Especialmente aí. As desilusões pessoais, gere-as depois.

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Armar Barraca

Chamem-me «velho do Restelo», ou ressabiado, ou o que quiserem, mas…


Não é disto que o Concelho precisa. Não podemos apresentar um panorama dramático em termos de contas, ambiente e depois dar prioridade e gastar tanto dinheiro nestas coisas.

Em anos anteriores o Mercado de Natal, que de alguma forma faz concorrência ao comércio tradicional ainda existente, tinha que ser no antigo mercado de Nelas porque «noutras freguesias não havia condições». O ego está tão inchado que o mercado da Vila não chega.

O desejo de dar nas vistas, de tentarmos ser algo que nunca fomos nem devíamos querer ser, leva a estes exageros. Talvez com esta tenda possamos ser «o centro do centro», e “deixar para trás” Mangualde e Viseu.

É ofensivo gastar quase 100 mil euros nisto, num município com uma restruturação financeira e PAEL, que não nos permite baixar impostos. Esta impossibilidade deveria servir para amortizar dívida e para nos relembrar que estamos ao serviço das populações, não para andarmos a brincar ao gourmet.

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Um Orçamento Demagógico e Centralista.

Uma proposta de orçamento municipal claramente centralista pode merecer o silencio de todos, mesmo dos que dizem ser contra o investimento geograficamente desequilibrado? Se forem enganados ou se o empunhar de bandeiras for apenas um artificio para outras coisas, sim, claro!


Um dos pressupostos para aceitar uma aventura autárquica foi o de combater umas das injustiças que considero existirem com recorrência, com particular expressão no concelho de Nelas — o excessivo centralísmo dos investimentos da Autarquia. Essa forma de agir, reiterada ao longo dos anos, promove a debandada da população para fora do concelho e, marginalmente, a concentração na sede do concelho. De facto vivemos num país que vive sob um conjunto de centralísmos concentricos. O pouco sucesso que tive (pese embora algum, pois houve investimento que considero reprodutivo fora da sede de concelho que teve a minha influência) também determinou o meu “desencanto”.

Um orçamento que seja construido com um pressuposto centralista não pode, especialmente quando os anteriores não foram o contrário, merecer a minha aprovação.
Para os que estejam interessados vejam a proposta hoje apresentada e tirem as vossas próprias conclusões.

São inumeras as rúbricas com dotações insuficientes que mais não visam do que enganar os incautos. Alguém acredita, por exemplo, que com 10.000€ se construa a “ligação da EB 2,3/S Eng. Dionisio Cunha à Rua do Paço”? Exemplos destes são aos magotes.
Por diversas vezes o Presidente da Câmara referiu que caso não existisse financiamento comunitário para a regeneração urbana fora da sede do concelho, onde ela é mais necessária, que o Municipio a faria com recurso a “fundos proprios”. Mais uma vez a palavra dada foi por água abaixo. Canas, Felgueira e Santar ficam de fora para Nelas ficar dentro. E, dadas as promessas feitas e o facto de a reabilitação poder ser feita em 24 meses (o que aponta o final lá para o meio de 2019), seria possível e justo retirar algumas prioridades da sede do concelho e olhar para todo o território.





Outro dos truques apresentados foi o de colocar verbas avultadas como financiamento não definido ou inscrito para 2018 e anos seguintes. Verbas meramente indicativas e que mais não são do que propaganda de má qualidade e descarada. Um “votem em mim” que para o ano é que vai ser. Mais um exemplo do “são as promessas que valem votos e não o cumprimento das mesmas” que tantas vezes ouvi ao autor da proposta.

Com esta proposta cai mais uma das promessas do Presidente da Câmara que, pomposamente, anunciou que iria baixar o IMI para 0.375% pese embora todas as reservas colocadas na altura pela maioria dos vereadores. Borges da Silva à altura sustentou que iria pedir um empréstimo de 1.5 milhões de euros para tal ser possível (sempre lhe referi que o mesmo serviria apenas para financiar a sua campanha eleitoral). A baixa do IMI foi aprovada condicionalmente a um parecer favorável da DGAL, que alertámos seria mais do que provavelmente desfavorável. A razão teimou em não estar do lado de Borges da Silva. Este criou espectativas infundadas, mesmo depois de alertado por alguns dos seus vereadores.
















Há quem viva numa realidade muito própria. É taréfa árdua, influenciar o que quer que seja quando nos situamos noutra dimensão espaço-temporal. Relembro que foi este presidente que considerou exequível que lhe fosse aprovada uma candidatura de 10 milhões de euros para requalificação de zonas industriais, quando o bolo para 100 municipios era de 30 milhões. Foi este o edil que garantiu que nos próximos anos iria investir mais de 50 milhões de euros (?!) com fundos próprios e fundos comunitários. seriam mais de 17 milhões em 2017 e 2018. Está à vista de quem quer ver o que valem as suas palavras/promessas.

Este orçamento que devia incorporar uma redução na receita por via fiscal, nomeadamente no IMI (de cerca de 10%), vê, ao invés, estas receitas subirem. Considera receitas de fundos comunitários ainda não aprovados. Chega mesmo a considerar como receitas valores de candidaturas a ETARs e um reservatório de abastecimento (no total mais de 4 milhões de euros) mas “esquece-se” de os colocar na despesa (chega mesmo a nem incluir rúbrica do reservatório). Desta forma pretendia empolar receitas para, mais tarde, tentar fazer despesa noutras rúbricas. Este orçamento deixa cair o Centro Educativo de Canas de Senhorim. Este orçamento dá mais importância a certames que duram horas do que ao apoio que se dá aos Bombeiros para todo um ano.

Neste sentido foi deliberado pela maioria, fazer propostas de melhoramento, para que sejam expurgados os exageros identificados e se faça uma repartição mais justa do dinheiro de todos nós.

Aos investimentos manifestados neste orçamento teremos de adicionar aqueles que resultarão da aplicação das contrapartidas da Barragem de Girabolhos que, como já anteriormente referi, irão ser melhor repartidos por quase todo o concelho devido à oposição ao Sr. Presidente de Câmara.

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O homem que Teima em Desmentir-se a si próprio


O Presidente da Câmara de Nelas vai propor, na próxima Segunda-feira, que o Municipio adopte a taxa máxima de IMI para 2017. Isto ao fim de 3 anos de mandato e de nos ter garantido (quantas vezes?) que as finanças do Município estão em ordem e de usar esse “facto” como principal factor de propaganda para a sua “excelente” gestão.


A imagem é do Dinheiro Vivo e refere-se a 2016 – o vermelho vivo no centro sul é Nelas

Alguém sabe se posso apostar em algum lado que o Sr. irá dizer o seguinte? “Como o Governo Geringonço baixa o IMI máximo de 0.5% para 0.45% que a coisa deixa de ser necessária.”

Querem ver que mais uma das “certezas” que nos foram afiançadas numa pretérita reunião de Câmara, sobre a legalidade de contrair um empréstimo de 1,5 milhões de euros, para financiar a campanha eleitoral que se avizinha, afinal não é possível? Querem ver que a deliberação da maioria de remeter para a DGAL pedido de parecer sobre a contração de um empréstimo numa autarquia sujeita ao PAEL foi mais uma vez acertada? Será que esta “certeza” era mais uma daquelas “certezas” que depois os tribunais (ou outros órgãos competentes) vêm corrigir?

Então a promessa que foi feita de a Câmara (e não o Governo) baixar o IMI para pelo menos 0.4%? Jurou ser possível, ̶e̶m̶ ̶a̶n̶o̶ ̶d̶e̶ ̶e̶l̶e̶i̶ç̶õ̶e̶s̶ em 2017, anunciou pomposamente a quantos ventos há por diversas vezes que o faria e agora, pelos vistos, nada. Talvez a tal gestão maravilhosa se deva exclusivamente a zero graus de liberdade que o PAEL lhe determina. Se assim não fosse …

Aparentemente é mais uma das “certeza”, tão veementemente garantidas, que fica pelo caminho (como os investimentos de 10 milhões em áreas industriais, como as reabilitações urbanas em Canas de Senhorim, Santar e Caldas da Felgueira, como os dois mil novos habitantes em 2017, etc., etc., etc.). Mas calma, o edil assegura que tudo vai bem.

Aguardemos.

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Poder de Síntese?

O papel está caro e em desuso e terá naturalmente de ser ocupado com conteúdos mais relevantes e apropriados.

Também sei que há agendas e realidades muito mais atrativas que a realidade mas insistir, após desmentidos públicos e, no meu caso, privado, em algo que, até podendo ser plausível, não é verdadeiro não me parece correcto. 

O BE desmentiu, e bem, o que eu já tinha desmentido. O que o Jornal do Centro quer não sei.

Já agora, porque gosto pouco de ver colocado entre aspas, declarações minhas, que não o são, esclareço que o que eu sustentei foi:
  • Que a demissão, de vereador, não fazia qualquer sentido, já que fui eleito para o cargo. Eleito pelos eleitores do concelho, ponto.
Já agora nem pelos militantes e simpatizantes do PS foi eleito para nada (nem para a lista que concorreu à CMN já que apenas o cabeça de lista foi sufragado pela Comissão Política Concelhia do PS)
  • Conclui com uma referência a um texto, publicado no passado Sábado no Jornal Público, de Rui Tavares, sobre a necessidade de agir em democracia de forma honesta e sincera, sob pena de transformarmos toda a intervenção num grande cinismo.  
Também é essa necessidade, o "estar acima de qualquer suspeita" relevante, que determinaram e determinam a minha posição.

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Rodriguinhos?

Diz o dicionário Priberam que amizade é o "sentimento de afeição e simpatia reciprocas entre dois ou mais entes", e portanto este simpático texto da Sandra Rodrigues, começa com pequenas imprecisões logo no seu título. Não havia nem tinha de haver, diga-se. Estranho era que houvesse. 

Juram-me a pés juntos que não há aqui qualquer segunda intenção e eu acredito mas, permitam-me esclarecer que:
  • Este Alexandre Borges que escreve nunca foi, nos últimos 3 anos, sondado pelo Bloco de Esquerda para ser candidato a nada. Claro que para quem tenta repentinamente transformar-se num político de esquerda (depois de ter sido de direita, de centro, mas que se revela ser de baixo), dá muito jeito arranjar mais uma razão para invocar a "quebra de confiança" que parece que caiu do céu, quando não caiu, mas, a bem do necessário caracter sintético da notícia, desapareceu;
  • O "órgão partidário" não "acaba sem decisões" mas com decisões que não interessam a uns quantos. O adorável Groucho Marx, que desconheço se era marxista, costumava dizer: "estes são os meus princípios  Se não gostar deles eu arranjo outros". Neste caso, não se gostando das decisões, noticiam-se outras coisas. Claro que a semente e o "pecado original" não está no Jornal do Centro. Este apenas se limitou a retransmitir o que o presidente, com dinheiros públicos, faz brotar.
Adiante.

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Evidências

Aqui há uns tempos defendi que é necessário investir mais na estrutura de protecção e socorro. Essa aposta devia ser feita de forma estruturada e não só em equipamentos mais polivalentes e capazes mas, essencialmente, no mais importante em qualquer organização humana, os seus recursos humanos. 

É preciso dotar todos os corpos de bombeiros de estruturas basilares profissionalizadas que possam possibilitar corpos voluntários mais curtos, mais eficientes e económicos, com bombeiros voluntários mais determinados, melhores treinados e fisicamente mais preparados, menos avessos a acidentes trágicos. 
O recente sismo em Itália - como os incêndios da primeira quinzena de Agosto - só vieram, na minha opinião, demonstrar com maior acutilância esta necessidade. Estes riscos tremendamente catastróficos, um com períodos de retorno muito elevados o outro com ciclos quase sempre anuais, impõem uma estrutura e um dispositivo profissional para uma primeira resposta eficiente, capaz de lidar competentemente com as necessidades da população, tendo na retaguarda um exercito de voluntários para complementar o seu trabalho. Houvesse um sismo com efeitos semelhantes ou piores - cenário mais que provável - e pese embora todo o empenho e boa vontade de todos, qual seria a resposta que Portugal podia dar à sua população? Outros riscos presentes no território apenas reforçam esta ideia.

Também no que aos voluntários diz respeito é necessário, de uma vez por todas - e após assegurar uma estrutura mínima profissionalizada e da responsabilidade do Estado, assumindo directamente um imperativo constitucional - regular esse exercício, com critérios mais rígidos para admissão e permanência, e com regalias para quem comprovadamente preste o apoio necessário sempre que este o seja. 

Não podemos é continuar a viver nesta espécie de limbo onde se louvam os voluntários mas não se lhes atribuem os recursos adequado e exigidos. Não podemos continuar com discursos laudatórios ao mesmo tempo que deixamos ao muito característico nacional desenrascanço o ónus de tratar de tudo o que é essencial para prestar um serviço de qualidade à população. Sendo que uns conseguem mais do que outros, estamos a contribuir, também neste sector, para a litoralização do território continental português. Não hverá grande problema, depois podemos admirarmo-nos com um qualquer "tsunami" real ou figurado.

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Um Presidente Pouco Verdadeiro (para não ser mais incisivo)

Tem vindo o sr. Presidente da Câmara Municipal de Nelas, atrelado de uns quantos submissos mais interessados em fazer coro do que defender os seus munícipes, vindo a dizer, com comunicados pagos por todos nós, um chorrilho de mentiras.

A mentira mais propalada ultimamente, para a qual tentou atrelar sem sucesso os Presidentes de Junta do Concelho, é a de que sem as competências que tinha sido delegadas e que a Câmara chamou novamente a si a 27 de Julho, ele não conseguiria gerir o Concelho e não poderia fazer nada. Não querendo voltar à questão de que há concelho onde essa delegação nunca foi feita ou que ele quando se candidatou a Presidente não poderia contar com essas competências já delegadas, pergunto:

Como se pode faltar à verdade de forma tão evidente como o Portal Base (que publica as compras públicas efectuadas - cliquem no link para verificar e saber mais) pode demonstrar? 

Desde o dia 27 de Julho o Sr. Presidente da Câmara de Nelas sozinho, sem ter de apresentar contas à Câmara, gastou perto de 480.000€ (quatrocentos e oitenta mil). Parece que não lhe chega.

Sobre outras inverdades que andam por aí em comunicados e sobre o espirito anti-democrático que alguns teimam em instituir em Canas (sempre com o apoio dos mesmos achadiços), lá iremos mais à frente.

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2 de Agosto

Hoje é 2 de Agosto, data que marca uma revolta de Canenses pelo desenvolvimento da sua terra, numa altura onde o desenvolvimento tremendamente desigual por parte da Autarquia de Nelas, não atenuava o definhar doentio a que a freguesia de Canas sentia. 

Terá havido muitos excesso, muitos erros, muitas inverdades, mas uma coisa é certa e inegável, durante anos esta foi uma luta emocionada por valores (concordem-se ou não com eles) e pelo desenvolvimento da terra que era a maior em área e população do concelho de Nelas, e contra o injusto repartimento do orçamento de todos os seus munícipes.

Com o passar do tempo e com a tomada de assalto do MRCCS por parte de um oportunista e de meia dúzia de iludidos, foi-se alterando o designio dessa tal luta e a nobreza de tal anseio. 

Hoje a Junta de Freguesia está capturada por um MRCCS que não representa ou luta por aquilo que o seu nome determina. Hoje a Junta de Freguesia está tomada por quem se serve do MRCCS e de Canas para proveitos muito menos nobres e legítimos, já que cobardemente não são capazes de avançar em nome do partido em que são filiados. Assim ainda enganam uns quantos incautos. 

Vêm, com sermões encomendados, acusar outros de fazer "guerras" e "pulhices" e lamentar "encargos adicionais" falsos quando dizem que o orçamento da Junta de Canas não dá para nada. No passado, quando o Secretário e o Tesoureiro da Junta a tomaram nas rédeas o tal orçamento, que já à altura "não dava para nada", deu, num ano, para requalificar a Rua da Estrada e para fazer a Rotunda da Boiça.

Vêm, em nome de outros, criticar "o chumbo das obras previamente acordadas entre o Presidente da Câmara e os presidentes das Juntas de todo o concelho”, ao abrigo do Protocolo de Girabolhos, dizendo que são “urgentes e de uma oportunidade de ouro”, mas esquece-se de dizer que para Canas de Senhorim, para toda a Freguesia, se contentou com zero euros. Sim zero euros (é ver o quadro anexo que foi distribuído em Reunião de Câmara). Esquece-se de dizer que também foi por isso, e por o desequilíbrio ser evidente e sem o mínimo de respeito por parte do Presidente da Câmara pelo anteriormente determinado, que o anexo ao protocolo foi chumbado.



Julgam, de tão habituados que estão a executar o que lhes determinam, que a Câmara não é composta por sete elementos a quem compete, em maioria, a determinar muita coisa. Consideram que o habitual bajule ao "chefe" chega. 

Um verdadeiro membro do MRCCS, sendo impossível lutar pela restauração do concelho, teria naturalmente a obrigação por defender o desenvolvimento da sua terra. Teria de defender a construção do Centro Escolar de Canas de Senhorim. Teria de lutar por igualdade de tratamento entre as diversas freguesias do Concelho (que há quem tenha ainda mais razões de queixa). Teria, naturalmente, de lutar pelo desenvolvimento efectivo das infraestruturas culturais, associativas e industriais. Teria naturalmente de apoiar quem o faz igualmente noutros palcos e não estar preocupado com o poleiro que ocupa há demasiado tempo deturpando e manchando um desejo legítimo por que tantos lutaram. 

Hoje é 2 de Agosto e os responsáveis pela Junta de Freguesia de Canas deviam, porque já é tempo, deixar de atribuir apenas aos outros as culpas de Canas ser cada vez mais uma sombra do que foi. 

Hoje é 2 de Agosto e, mais uma vez, teremos um circo montado no Largo, mais uma vez apoiado pelo cínico que está Presidente de Câmara, e que terá como objectivo atacar um canense e não lutar pelo desenvolvimento da sua terra. Um clássico, lamentavelmente, portanto.

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Devolução

Hoje, na reunião ordinária de 27 de Julho, propus, com o seguinte texto que transcrevo infra, que a Câmara Municipal de Nelas reassumisse algumas das suas competências,    delegadas no Sr. Presidente de Câmara. Foi aprovado com quatro votos, uma abstenção e apenas um voto contra.

Como não poderia deixar de ser o Presidente de Câmara começou logo a sua campanha de vitimização. Durante a votação em causa abandonou a sala, quando entendeu que as suas ameaças não surtiriam efeito e, de forma cobarde, invocou uma "má disposição" para se refugiar num regaço mais confortável. Voltou a meio da discussão e ameaçou que ou lhe tiravam as competências todas ou não tiravam nenhuma. Que era como ele queria. O homem que não cuidou, nunca cuidou, de promover consensos e alianças, quer, à força, que lhe façam a vontade. Ainda lhe propus que fizesse ele próprio, por escrito, essa proposta de retirada total de competências, já que, a determinada altura, parecia ser esse o seu desejo. 

Ameaça e coage. Diz que deixa de ter condições. Fala em traição e falta de confiança não dando conta que foi ele quem traiu e assumiu para com a grande maioria da vereação - de forma expressa - esses mesmos atributos. Exige mais uma vez aos outros o que não exige para si mesmo. Fala em dinheiro e contas, apenas em dinheiro em contas, porque para ele tudo se resume a isso mesmo. O respeito e a honra, para ele, advêm do tamanho da carteira do interveniente. Fala em vingança mas sinceramente não me ocorre nada. Será que julga que fiquei chateado por não me ter dado os parabéns no passado Sábado?

O que ficou hoje decidido - por quatro votos a favor, uma abstenção e um voto contra (já que a "má disposição" (ler cobardia) do Presidente não lhe permitiram, lamentavelmente, ouvir, discutir e votar as razões da minha proposta, foi devolver à Câmara competências dela própria e que podem ser delegadas no Presidente e assim foram no dia 4/11/13. Não se trata de retirar nada a Borges da Silva mas sim de recuperar algo que lhe tinha sido confiado e que ele não soube cuidar. 

Para quem insulta, ataca, insinua, vilipendia, etc., (e atenção que é fácil provar tudo isto) e, ao longo dos anos desconsiderou tudo e todos, não está mal. O lobo quer enfiar-se à força na pele do cordeiro mas o fato definitivamente não lhe serve.

Com esta revogação a Câmara poderá analisar um conjunto mais alargado de matérias e garantirá mais facilmente que são tomadas as melhores opções para o concelho (apenas darão mais trabalho) e impedirá que o caracter persecutório do Presidente para com os que não posam ao seu lado para a fotografia, se manifesta de forma menos frequente.

Foram 19 de 47 competências que lhe foram delegadas. Se tivessem sido todas estaríamos como no dia seguinte à tomada de posse.
"Em 4-11-2013 a Câmara Municipal de Nelas delegou no seu Presidente as suas competências, que a diversa legislação lhe atribui, passíveis de serem delegadas. 

Foi uma decisão tomada em nome dos princípios da desburocratização e da eficiência, no pressuposto do papel da Câmara Municipal não ser desvalorizado e de esta ser tida em conta em matérias mais delicadas, considerando, como não poderia deixar de ser, que haveria da parte do Presidente de Câmara um integral respeito pelo Órgão e pelos seus membros. 

Ao longo do mandato tem-se verificado uma reiterada desconsideração por aqueles pressupostos, manifestações de falta de confiança para com a Câmara Municipal e para com os seus membros, e laivos de totalitarismo e falta de respeito pelo carácter democrático do poder local. Estas atitudes podem ser paradigmaticamente expressas com os processos intentados pelo Presidente de Câmara contra o próprio Órgão, num caso em que o Tribunal viria a proferir sentença favorável à Câmara. Nesta questão a única surpresa foi mesmo a acção do Presidente, pese embora os apelos sucessivos feitos por diversos vereadores, para que fosse sensato e democrata. 

Tem, ao longo do mandato, o Presidente da Câmara evidenciado comportamentos insolentes e desrespeitosos para com a Câmara Municipal e os seus vereadores, com insultos gratuitos, impensáveis de serem utilizados na rua, ou, ainda mais frequentemente, insultos velados atentando contra a honradez e capacidades de todos sem excepção, nem se dando conta que com isso descredibiliza o Órgão a que preside e a sua função. Ataca com frequência tudo e todos, reservando para si, de forma narcisista e hipócrita, a educação e tudo o que considera válido. 

Desautoriza e desvaloriza a Câmara Municipal não a informando atempadamente das decisões da sua competência e assumindo, abusivamente e com frequência, competências não delegáveis, restando ao Órgão, quase sempre coagido, o papel de ratificar as suas decisões. 

Insta a Câmara a votar de acordo com a sua vontade em assuntos tão ligeiros como uma mera aprovação de acta só porque a mesma, convenientemente para ele, não contem os insultos que proferiu. Isto depois de, por diversas vezes, lhe ter sido dada a benesse de aprovações, digamos, tolerantes. 

Parece agir como se fosse um mero proprietário da Câmara e não o seu Presidente.  

Expressa a sua falta de confiança nos vereadores, algo que só a ele compete analisar, mas não pode deixar de julgar que essa expressão, qual terceira Lei de Newton, não pode naturalmente deixar de ter uma reacção. Isto é especialmente válido porque, não há, definitivamente, por parte do actor principal, sinais de alteração de comportamentos.  

Dado tudo isto, e muitas outras coisas que ficam hoje por dizer, porque foi irremediavelmente quebrada a confiança entre a Câmara e o seu Presidente, proponho aos Srs. Vereadores que a Câmara reassuma, que é disso mesmo que hoje aqui se trata - recuperar algo que é seu de direito e que foi depositado no Sr. Presidente a 4 de Novembro de 2013, as seguintes competências próprias da Câmara: 

  • Competências materiais: alíneas d), f), g), h), l), t), bb), cc), dd), ee), ff), ll), mm), ss), yy), zz), do nº 1, art.º 33º da Lei 75/2013, de 12 de Setembro;
  • Competências de funcionamento: alíneas b) e c) do art.º 39º da Lei 75/2013, de 12 de Setembro;
  • Competência para autorizar a realização de despesas: nos termos do n.º 2 do art.º 29º do Decreto-lei 197/99, de 8 de Junho."

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Autismo, Demência ou simplesmente Desprezo?

Soubemos hoje, por um artigo do Le Monde, que o Presidente dessa coisa que os tratados não prevêem e a que se chama Eurogrupo, o holandês comprador à pressão de títulos académicos - Jeroen Dijsselbloem – e os alemães (seja lá o que isso for), exigem que Portugal e Espanha sejam sujeitos a sanções por parte da Comissão Europeia, sanções a aplicar pelo incumprimento da regra dos 3% de défice estrutural em 2015. No caso português o défice ficou nos 4,4% e não nos 2,8% como afiançava a PaF antes das eleições (a mesma que nos prometeu devolver 40% da sobretaxa do IRS que depois das eleições se esfumaram), quando propalava a “saída limpa”.
Segundo o Le Monde as penalizações poderão ir pela aplicação de uma multa de até 0,2% do PIB e ficar impedido de aceder a fundos estruturais europeus.
Ao que parece Junker tenta por alguma água na fervura e não está propriamente com vontade de as aplicar. Veremos quem efectivamente manda na UE.
Mas este desejo aparentemente defendido pelo holandês e pelos alemães vem reforçar a impressão de que é a demência, a hipocrisia e o desprezo (e não a solidariedade) a comandar a União Europeia. Em plena euforia do Brexit, há uns tipos que nem deixam assentar a poeira e estão mesmo apostados em destruir aquilo a que se convencionou chamar de União Europeia e que há muito deixou de defender aquilo para que foi criada.
A pouca esperança que tenho de que a UE mude de rumo face ao resultado inglês vai desvanecendo rapidamente.
Esperaram apenas pela definição dos resultados eleitorais em Espanha – não fosse este desejo influenciar os resultados em direcções que não fossem do seu agrado – provando também desta forma que Portugal para eles pouco ou nada conta, para aplicar o seu ímpeto “justiceiro” aos “incumpridores” que cumpriram os ditames da troika que impuseram e que não têm a sorte(?) de “ser a França”.

Quem é que criticou Catarina Martins e o Bloco, por lançar avisos sobre a necessidade de consultar os povos e a vontade de permanecer nesta farsa? Eu que não sou de intrigas era capaz de apostar que a “ameaça” até foi concertada com Costa.

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