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Meu “Querido” Centralismo

A entidade gestora do Centro 2020, sedeada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, tem aberto o aviso CENTRO - 16 - 2016 – 01 que visa financiar Planos de Acção para a Regeneração Urbana.
Excelente notícia, pensarão todos. Excelente notícia, mas não para todos nem, na minha opinião, para a coesão territorial e para Portugal.
Afiança-se que se “pretende melhorar a qualidade do ambiente urbano, incluindo a qualidade do ar e do ruído, através da requalificação do espaço público e da redução da poluição atmosférica e sonora.” e “também uma requalificação do espaço e dos edifícios públicos, equipamentos, espaços verdes, mobiliário urbano, em centros urbanos complementares da rede urbana regional” . Tudo isto em centros históricos, zonas ribeirinhas ou zonas de conversão de zonas industriais abandonadas. Fantástico!
Os candidatos poderão almejar a:
  • Qualificar e modernizar o espaço, equipamentos e ambiente urbano, incluindo espaços verdes e mobiliário urbano;
  • Recuperar, expandir e valorizar de sistemas e estruturas ecológicas urbanas e infraestruturas verdes;
  • Qualificar e modernizar edifícios públicos.Acontece que a CCDR tem o entendimento de que apenas as sedes de concelho das “zonas urbanas de nível inferior” – já agora diga-se que são 69 - podem beneficiar de apoios. Assim, sem excepções devidamente justificadas.

Na prática um qualquer Município que julgue que há uma área a necessitar de ser reabilitada e que não se situa na sua sede de concelho fica excluído. Qualquer município que considere haver outras prioridades, coisa nada difícil de imaginar, no território, terá de optar pela localidade menos necessitada de intervenção – pelo menos com recurso ao Fundo de Desenvolvimento Regional.
Por aqui se prova que Portugal é feito de círculos concêntricos de centralismo onde todos dele se queixam mas onde quase todos o praticam. Basta conhecer medianamente o país para verificar que são as sedes de concelho as áreas menos necessitadas deste tipo de intervenção.
Esta “limitação” não é mais do que o reconhecimento desse desconhecimento e das especificidades e necessidades locais, e um desrespeito pela organização administrativa vigente. Ou se reconhece competência aos Municípios para fazer candidaturas, e aí onde estes acham melhor ou, então, que se atribua à CCDR a responsabilidade total das intervenções. Ou será que não pode?
Continuem a lamentar a desertificação do país e a tomar medidas contrárias a isso mesmo.

António Costa propõe que as direcções destas estruturas sejam eleitas indirectamente pelas autarquias. Não se fazendo a regionalização é o mínimo que se exige. É que há quem se insurja, e bem, contra os burocratas de Bruxelas mas não convém esquecermo-nos dos nossos próprios.

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Em Nós se Apoiam

Há já muito tempo que era evidente que a gestão da Câmara de Nelas iria conduzir ao aumento de tudo que é taxa e imposto no território municipal. Como se vê com o aproximar das eleições, na equipa de gestão nada mudou. As eleições estão aí e a forma de engodar eleitores mantêm-se, demonstrando a imensa falta de respeito por quem paga os desvarios e excessos. Continuam-se a privilegiar festas, festinhas e festanças e a descurar investimentos essenciais e reprodutivos.

Assinado o, eufemisticamente chamado, Programa de Apoio à Economia Local pela Câmara de Nelas, que aderiu ao programa mais grave e austero - Programa 1 - ficamos a saber pela leitura da Lei n.º 43/2012, de 28 de Agosto, que a Câmara (e consequentemente todos nós) fica obrigada a coisas tão interessantes como:
  • Fixar o IRS à taxa máxima prevista na lei das finanças locais;
  • Fixar o preço da água, saneamento e resíduos de acordo com o que a Entidade Reguladora determinar (ler máximo permitido, provavelmente);
  • Fixar o IMI no máximo permitido (e isto nem era obrigatório mas a CM já o tinha feito dois anos antes e a lei prevê que se mantenha a taxa existente à data de assinatura do contrato);
Ficou contente com o aumento do IMI que lhe apresentaram este ano? Se ficou descanse porque para o ano irá aumentar, provavelmente mais 75 euros e em 2015, ano em que a cláusula de salvaguarda (que impede aumentos maiores a 75 euros), acabar subirá certamente muito mais. 
A próxima vez que for a uma festa "grátis" lembre-se que esta lhe irá custar bem caro. 

Ficamos a saber também que este programa foi proposto pela CM e aprovado pela Assembleia Municipal. Sabemos igualmente que os novos eleitos para a Assembleia Municipal terão a obrigação de aprovar todas as despesas superiores a 5% das despesas orçamentadas para uma determinada tipologia de despesa e que terão que acompanhar e monitorizar a execução do programa numa base trimestral.

Outra coisa que a Lei impõe, e que não vejo executado (a ausência de prazo deve ser uma estranha coincidência) por parte do executivo, é a a "publicitação do contrato com todos os documentos anexos" e do pedido de adesão ao programa. Convinha que isto fosse feito, na página internet do município e no boletim municipal, antes da campanha eleitoral para não prejudicar os responsáveis por tudo isto. Não acham?

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