12 de outubro de 2026
2 de outubro de 2026
Ascenção.
É habitual lermos (ou ouvirmos) que sem comunicação social não há democracia, isto porque é suposto que uma imprensa livre possa ajudar eleitores a escrutinar a acção dos eleitos e, digamos assim, não terem rédea livre para fazer o que quiserem, escondendo a acção dos eleitos dos seus eleitores.
Isto é especialmente relevante em alturas em que a oposição é anémica ou encurralada em interesses meramente pessoais.
Por cá, há anos, que não temos um orgão de comunicação social, por mais incipiente que seja e, o que havia, pouco tinha de livre e de objectivo, prestando uma espécie de serviço de leilões e um simulacro opinativo e informativo.Isto é, parece-me, um sintoma e também o resultado da mediocridade que grassa e, só irá contribuir para aprofundar esse panorama.
Aparentemente vivemos bem com tudo isto, vivendo uma espécie de deslumbramento cloacal e digerindo, com maior ou menor dificuldade, tudo o que é dimanado.
Admirável é que, sedimentados os resultados, nos mostramos (enquanto grupo) muito admirados com a nossa inacção, apatia, crendice, atirando a responsabilidade do resultado para .... o TikTok ou outra "modernidade" do género ou, mais genericamente, para o populismo, fingindo que não ter opinião, não agir, fazer de contas, para "ser adorado" por toda a gente, não tem nada a ver com a lenta instalação do que abominaremos. Até quando isso é praticado pelos políticos que elegemos.
Estamos todos de parabéns
11 de janeiro de 2022
Representatividade
15 de março de 2019
"Limpar" a Floresta
28 de fevereiro de 2019
Seja O Que Alguém Quiser
Alguém me explica, tendo em conta que tudo isto é conhecido, que todos sabem que um grande sismo vai acontecer, o porquê de continuarmos a insistir num país desequilibrado, inclinado para Lisboa? 8 de fevereiro de 2019
Paga e Não Bufes
Ou assumimos que é essa mesma falta de alternativa que permite, com a complacência e até o beneplácito de quem legisla e executa, que a oferta disponível seja vendida ao preço que bem entendem? Entendemos que a coisa é montada propositadamente para que alguns grupos económicos tenham a estrada e o passe na mão e que façam deles instrumento de lucro à custa da coesão territorial, desenvolvimento económico e social, e da geografia física e humana de grande parte do território do país?
24 de maio de 2009
O Movimento
Muito se tem falado do MRCCS, do que é este Movimento e o que deveria ser. Há quem defenda, a meu ver bem, uma equidistância partidária que lhe dê alguma credibilidade. Sendo a restauração do concelho um objectivo que à luz dos partidos pode ser considerada circunstancial e não doutrinária, isso faz sentido.O actual MRCCS depois de ter conseguido mobilizar os Canenses (coisa que a meu ver não é muito complicado dado o sentimento "genético" de autodeterminação) após o PSD, depois de perder a CM de Nelas, ter apresentado um projecto de Lei no Parlamento, alapou-se a este partído e mostrou-se fiel como nunca aos desígnios desta força política. Ironia das ironias um Movimento que deveria pugnar pela restauração do concelho faz exactamente o contrário. O responsável máximo é, como não poderia deixar de ser, Luís Pinheiro. É-o devido a sempre se ter denominado líder e aos líderes cabe o bom, mas também o odioso, das acções que o seu grupo pratica.
Será que na actual conjuntura política local e, especialmente nacional, faz sentido a existência de um MRCCS activo? Nesse aspecto acho que Luís Pinheiro faz bem em abandonar a "luta radical", lamento é que o tenha feito nos termos em que o fez e que tenha passado do 80 para o 8 sem qualquer explicação (talvez julgue agora que não necessita que o povo decida em sessão de esclarecimento para assim sacudir a água do seu capote) e de uma forma completamente vergonhosa para ele, para Canas e para quem acreditou cegamente no que defendia anteriormente. Lamento igualmente que quem mais ganhe com esta pensada viragem sejam meia dúzia de pessoas e não Canas de Senhorim como seria justo e meritório.
Outra questão que para mim não faz qualquer sentido é, tendo a luta sido abandonada e apresentado um caderno de encargos para desenvolver a freguesia, que o Presidente da Junta de Canas não defenda a Freguesia na Assembleia Municipal. Entende-se com a Câmara PSD, e ainda por cima atribui-lhe um cheque em branco, não dando visibilidade pública ao não cumprimento dos compromissos que teriam sido assumidos nesse tal caderno de encargos e que levou os Canenses a votar maioritariamente em Isaura Pedro permitindo-lhe ganhar a Autarquia. Faltas que, em abono da verdade, são religiosamente justificadas e que apenas talvez só o omnisciente Ser e mais meia dúzia de poderosos saberão o porquê da permanente ausência.
Sendo a restauração do concelho um sentimento do âmago Canense que não pode facilmente ser amestrado, acredito que, como alguém já disse, o MRCCS nasce do "Povo". Se assim for seria interessante confirma-lo de alguma forma e dar oportunidade aos Canenses de se pronunciarem sobre isso.
Com três eleições aí à porta porque não organizar um referendo, mesmo que informal, já nas próximas eleições europeias, sobre:
- A necessidade de activismo do MRCCS na actualidade;
- A líderança do MRCCS;
- A relação de Canas com Nelas e a forma de representatividade que devemos exercer enquanto a estes pertencermos e pagarmos os nossos impostos.



