É habitual lermos (ou ouvirmos) que sem comunicação social não há democracia, isto porque é suposto que uma imprensa livre possa ajudar eleitores a escrutinar a acção dos eleitos e, digamos assim, não terem rédea livre para fazer o que quiserem, escondendo a acção dos eleitos dos seus eleitores.
Isto é especialmente relevante em alturas em que a oposição é anémica ou encurralada em interesses meramente pessoais.
Por cá, há anos, que não temos um orgão de comunicação social, por mais incipiente que seja e, o que havia, pouco tinha de livre e de objectivo, prestando uma espécie de serviço de leilões e um simulacro opinativo e informativo.Isto é, parece-me, um sintoma e também o resultado da mediocridade que grassa e, só irá contribuir para aprofundar esse panorama.
Aparentemente vivemos bem com tudo isto, vivendo uma espécie de deslumbramento cloacal e digerindo, com maior ou menor dificuldade, tudo o que é dimanado.
Admirável é que, sedimentados os resultados, nos mostramos (enquanto grupo) muito admirados com a nossa inacção, apatia, crendice, atirando a responsabilidade do resultado para .... o TikTok ou outra "modernidade" do género ou, mais genericamente, para o populismo, fingindo que não ter opinião, não agir, fazer de contas, para "ser adorado" por toda a gente, não tem nada a ver com a lenta instalação do que abominaremos. Até quando isso é praticado pelos políticos que elegemos.
Estamos todos de parabéns
