A Amizade

Gostar ou ser amigo de uma terra não é nada de extraordinário. Há quem sendo de lá natural, pelos actos praticados e pelas palavras ditas, não possa ser assim catalogado e há o contrário. Há grandes amigos que nasceram em paragens longínquas. Em terras que atraem gente, que querem ser mais cosmopolitas e urbanas, isso é mais do que normal. 

Outros casos são conhecidos, mais pessoais e concretos, mais complicados de serem explicados. Temos pessoas que, de acordo com o polo da moda, dão cambalhotas espectaculares no discurso e no que fazem. 

Teoricamente ilustrando, imaginem alguém que tendo-se candidatado a uma Câmara (em n.º 2) e não tendo sido eleito, passou a destilar  ódio contra o do concelho, onde se propôs ser vice-presidente, somando a isto ameaças contra os habitantes da sua localidade e localidades limítrofes apenas por não seguirem à risca a cartilha ofensiva e de terra queimada que passou a professar, ameaçando pessoas com desterro e organizando vigílias nocturnas de intimidação. Falhado que estava o "assalto" ao poder, ele, que provavelmente se julga uma espécie de Cristo descido à terra, único capaz de paternalmente proteger a sua terra, dedicou-se a tentar eliminar todos os que lhe faziam alguma frente.  

Passados alguns anos e após a ascensão ao poder na dita autarquia do partido onde é militante (e vice-presidente da concelhia), caladinho, passou a dirigir os seus insultos apenas aos seus conterrâneos que queriam mais e melhor investimento e menos disparidades relativamente à sede do concelho. Especialmente espectacular foram os que dirigiu àqueles que tinham estado mais próximos dele até o seu modus operandi se tornar tão claro que se insurgiram publicamente e o impediram, na Junta de Freguesia, de gastar os "trocos", investindo em 6 meses mais do que em 3 anos e meio (requalificações de ruas e rotundas). Com o executivo camarário do seu partido, este habilidoso cidadão (que nunca teve coragem para se candidatar à Junta pelo seu partido), nunca exigiu publicamente o que antes jurava ser absolutamente imperioso que fosse feito ontem. Durante os oito anos de PSD/CDS tentou convencer todos que o Sol raiava esplendorosamente. Esse Sol certamente impediu-o de constatar que a igualdade e o desenvolvimento continuavam adiados e, iludido certamente, via mel e ouro a escorrer dos céus para a sua freguesia. 

No meio destas habilidosas manigâncias, chega a hora de escolher novo executivo para a CM e, com a sua forte oposição, chegou à Câmara um executivo  muito mais amigo, do que era usual. O tratamento, não sendo o ideal, passou a ser incomensuravelmente mais justo do que era costume. Curioso como não tendo sido capazes de com um Presidente, um Governo, uma Câmara e uma Junta, todos do mesmo partido, todos supostamente alinhados, exigir e cumprir tudo o que anteriormente e de forma intransigente se exigia no imediato. Talvez a razão disto tudo se deva a um dos intervenientes, que prometeu elevar Canas a concelho, se ter mudado para o PS (desculpem-me a ironia) 

Perdendo o poder o seu partido e ganhando (também) um amigo de longa data, dedicou-se a criticar tudo e a boicotar actividades culturais, recuperação de zonas industriais e apoios a associações. Tentou isto tudo para assegurar a sua sobrevivência política e para, mais uma vez, eliminar quem lhe fazia frente. Poderia ele permitir, não estando à frente da charrua, que fossem feitas coisas relevantes, desmascarando a defesa que tinha feito do que não se fez? Claro que não. Então e o desenvolvimento? Para este cidadão isto é secundário. Ou serve para ficar na fotografia ou não se faz. 

É assim que age quem está mais interessado em andar na "crista da onda" e dar uma ideia de que se é todo poderoso e que só devido a ele é que o mundo gira. Se esse for o grande objectivo de vida, aí sim é indispensável que se possa subir a um palanque, conspurcar um pouco mais a nossa terra e a memória dos que verdadeiramente lutaram e lutam pelo desenvolvimento (incluir os que acreditam que o único caminho é a emancipação municipal). Se o único interesse for tirar dividendos pessoais, então aldrabam-se os eleitores e a lei e vamos a eleições usando um qualquer movimento que muito diga às pessoas e arranja-se forma de ser presidente de Junta indo em segundo numa lista, para poder continuar a nadar em águas que tanto nutriente podem trazer. Se assim for, pode-se lançar atoardas contra quem consideramos que é o obstáculo à manutenção dos nossos esquemas e usar para isso toda a fantochada carnavalesca que temos ao dispor. Se assim for a luta pelo desenvolvimento efectivo ficará novamente refém do jogo comissionista manhoso (muitas vezes tolerado por quem não deve e não pode fazê-lo). 

Mas, voltando à questão inicial, talvez seja normal para alguns que se privilegie um amigo em detrimento da "amizade" à nossa terra. Há quem ache que com um bom jantar todos os princípios são ultrapassáveis. E há quem diga que entre amigos tudo é possível. Daí os podermos escolher e cada um escolhe quem quer e como quer os seus.

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Adunação dos Agouros

Bem merece o engano, quem creu mais o que lhe dizem, que o que viu.
Sobre prometer, não cumprir, voltar a prometer, voltar a não cumprir,.... Luís... Vaz de Camões 

via Olho de Gato

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Uma Morte Anunciada?


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Réquiem

O tempo escasseia para ler o que gostaria e, por maioria de razão, para escrever como gostaria. Por mera curiosidade refiro que textos bíblicos não são a minha preferência e considero que citar divindades é manifestação de prepotência desmesurada (mesmo quando travestida de humildade).

Há poucos meses estava longe de supor que me envolveria numa campanha eleitoral da forma como me envolvi e, ainda mais remotamente, suporia que seria eleito para ajudar a gerir a res pública. A verdade é que a maioria dos que decidiram exercer o seu direito de voto escolheram a equipa da qual faço parte. 

A política que fui fazendo ao longo dos anos, com as opiniões que fui emitindo, com os actos que fui praticando, sempre foi livre de amarras partidárias. Fiz o que fiz porque considero que é um dever de todos os cidadãos envolverem-se no que é de todos em prol de todos. Uma das formas de envolvimento foi ir escrevendo e usando a facilidade que as plataformas digitais e as redes sociais nos disponibizam. Por aqui, na rua e noutros espaços, fui opinando em nome próprio. As ideias valem por si mas quando têm um rosto ganham outra dignidade. O anonimato é um comodismo que pode, facilmente, encrencar a discussão e retirar-lhe os frutos que lhe dão sentido.

Actualmente a minha postura terá que ser obrigatoriamente outra. O respeito pelos cidadãos e pelos órgãos institucionais que os representam a isso me obrigam. 

Tenho agora a oportunidade de defender aquilo em que acredito e que aqui defendi ao longo dos anos. Devo fazê-lo agora nos fóruns a que pertenço. Lutarei com determinação, empenho e confiança para honrar as promessas que fiz e para remediar a calamidade que nos legaram. Por respeito aos eleitores e a mim próprio, será sem embarcar em demagogias ou em folclores que visem apenas distrair os incautos e sacudir água do capote. Farei isso para honrar a minha própria memória. Uma memória tão abrangente que abarque todas as suas facções, incluindo a que se convencionou chamar de política. 

Por respeito institucional, limitações temporais e mera lógica, não devo continuar a opinar por aqui. Quando decidir (ou decidam) restituir-me parte da liberdade opinativa que obviamente perdi, verei o que decidirei. 

Consciente de que do meu futuro pouco ou nada sei e porque isso nunca foi coisa que me preocupasse especialmente, decidirei o que fazer quando tal for oportuno.

Obrigado a todos os que por aqui me foram ora confortando, ora confrontando com elevação. Ambos me ajudaram a crescer e a entender o mundo. Vai ser mais difícil sem essa ajuda. 

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O famoso Caderno de Encargos e como a política, para alguns, é uma rotunda.

Corria o ano de 2006, e para justificar o injustificável, o "líder" do MRCCS que até aqui empunhava machados de guerra, pedras e outros artefactos para bramir contra os "inimigos" de Canas de Senhorim, uns verdadeiros, outros por si inventados (muitos deles canenses que apenas e só defendiam o diálogo com a autarquia que detém os nossos destinos), escreveu uma carta à Presidente de Câmara do seu partido - PSD - que recentemente Canas tinha eleito, onde trocava a luta por uma série de "investimentos fundamentais e essenciais ao progresso de Canas de Senhorim". O famoso caderno de encargos que, curiosamente nunca foi muito divulgado.

Luís Pinheiro, de braço dado com o PSD (de que é militante) desde 1997 na altura em que foi número dois do PSD à CM de Nelas, tendo perdido para Zé Correia, vendia a luta que capitalizou a troco de uma miríade de investimentos.





Oito anos volvidos, é interessante que se consulte o que foi prometido por Luís Pinheiro e avalizado por Isaura Pedro e comparar com o que efectivamente foi realizado (e por quem foi feito, porque apropriar-se do trabalho dos outros não é sério). O PS de José Correia portou-se pessimamente com Canas, que tinha e tem agora mais razões de queixa do abandono a que foi votada. Ainda assim fez alguma obra em Canas. José Correia tinha a obrigação, por ter faca e queijo à mão, de zelar pelo investimento e desenvolvimento de todo o concelho e não marginalizar a segunda maior freguesia. Esta estratégia apenas o beneficiou a ele (Zé Correia) e ao seu antagonista (Luís Pinheiro) que, curiosamente, ainda se mantém, feito lapa, agarrado ao poder. Esta vontade é tanta que ainda agita esse fantasma e anda a colar fotografias do reformado para manter os privilégios  Esta vontade é de tal ordem que se dispõe a tornar numa espécie de fantoche quem fiel e lealmente o secundou ao longo de quatro anos, ridicularizando não só o candidato a Presidente de Junta, a lei que o impede de se candidatar, os eleitores a que pede o voto e igualmente à jeitosa capa do MRCCS que usa para cobrir a falta de coragem que manifesta para se apresentar a eleições pelo partido de que é vice-presidente em Nelas - o PSD - coligado com o CDS. 

Este outrora radical que chamou traidor um pouco a toda a gente que ousou afrontar a sua ambição pessoal, domesticou-se a troco de umas rotundas mal feitas, uns metros de alcatrão mal aplicados, de muros (de cemitério inclusive) pagos a peso de ouro e de mais umas promessas que ficarão nova e naturalmente por cumprir (ver o caderno de encargos). Conseguiu que a "vila de referência nacional" lhe entregasse a sua ambição de desenvolvimento para a desbaratar a seu bel prazer. As disparidades, para quem queira fazer uma análise objectiva e livre de preconceitos, agravaram-se e não o contrário. Basta olhar para a estrada da Póvoa, para a requalificação da EN231-1 (que liga as Caldas da Felgueira - Vale de Madeiros - Canas - Santar), as requalificações de escolas primárias, feitas noutros tempos, para chegar à conclusão que o desenvolvimento colectivo da freguesia foi trocado por um de índole estritamente pessoal. Onde estão o cemitério novo, a ETAR, o Centro Escolar, a Casa da Cultura e as vias prometidas? Onde estão as zonas industriais requalificadas e que honrem o passado de desenvolvimento e progresso da freguesia e potenciem o desenvolvimento local? Onde estão todas as obras exigidas em 2005/2006 e que eram essenciais ao abandono da luta então travada? Canas é hoje uma terra mais pobre, mais vazia, menos influente e menos respeitada. O culpado é quem escolheu a estratégia e a executou. O responsável é aquele que se assume como o único capaz de trabalhar, à sombra e ao sol, por Canas, epitetando todos os outros canenses de miseráveis à luz da "sua enorme grandeza". Põe e dispõe sobre tudo e todos e julga que essa abjeção é normal e natural. Desconsidera tudo e todos, a começar pelos elementos da sua própria lista. Eles lá saberão onde se metem mas a mim, que até tenho consideração por alguns deles, custa-me ver tamanho insulto.

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Rejeição da Realidade.

falência

s. f.

1. Erro, omissão; falta.

2. [Comércio]  Quebra.

3. Suspensão de pagamentos.


O cidadão que ocupa o digníssimo cargo de Vice-presidente da Câmara Municipal de Nelas, veio rejeitar "acusações de "falência da autarquia" e diz provar disponibilidades de tesouraria de 600 mil euros. Diz o autor do artigo que o mesmo fez prova do facto. Não sei que formação económico-financeira tem o Sr. Neto mas o mesmo que me perdoe que diga que não confio nos seus olhos para atestar esse mesma disponibilidade. Gostava que essas mesma provas fossem apresentadas publicamente. Dava jeito. 

O que encontrei sobre este assunto foi o Despacho n.º 14763-C/2012, que convido a ler:



Neste despacho se pode ler que: "O Município, depois de esgotadas as possibilidades de recurso a outros mecanismos conducentes ao restabelecimento de uma situação financeira equilibrada, nomeadamente a adoção de um plano de saneamento financeiro, declarou, em sessão da respetiva Assembleia Municipal realizada a 3 de outubro de 2012, a situação de desequilíbrio financeiro estrutural e aprovou o respectivo plano em cumprimento dos requisitos legais exigíveis, nomeadamente os constantes do artigo 9.º do Decreto--Lei n.º 38/2008, de 7 de março;". Talvez fosse bom que todos, especialmente quem diz ter a preocupação de informar, o lesse.

Já agora leiam a Lei 43/2012 e atentem o "trabalho feito" por esta coligação:


O Programa I (o solicitado pelo executivo) é o mais gravoso e o destinado aos municipios que "estejam abrangidos por um plano de reequilíbrio financeiro" (e falhado, portanto) e ainda em "numa situação de desequilíbrio estrutural". Só aqui são 11.569.148,66€ de "boas contas".



Leia-se o artigo 3º e ficamos a saber que este pagamento a fornecedores vai ter de ser pago nuns "modestos" 20 anos. 20 anos para pagarmos o regabofe de 8. 

Leia o artigo 6º e terá uma ideia do que esta pouca vergonha nos irá custar (a todos) - IRS no máximo, fixação de preços de água e esgotos pela ERSAR, IMI e outras taxas nos máximos, até ao reequilibro financeiro. É isto que Manuel Marques teima em não dizer e que há quem teime em querer branquear. O que Manuel Marques e Isaura Pedro deveriam fazer e dizer, por imposição legal do Despacho referido era "divulgar no sítio oficial da Internet, em edital afixado nos lugares de estilo e, caso exista, no boletim da autarquia, o pedido de adesão ao Programa e o contrato celebrado com o Estado, incluindo todos os documentos anexos" (isto cumulativamente e portanto em todos existentes). Alguém encontrou o Programa e respectivos anexos no site da Autarquia, boletim municipal e edital afixado, ou assumo que houve apenas mais uma habilidade com o intuito de esconder a verdade e ludibriar os eleitores? Se a situação não é de falência porque razão mantém a Câmara Municipal os impostos sobre o património e outros impostos e taxas no máximo?

O 10º artigo dá-nos uma noção da legalidade da orgia de alcatrão, muros e passeios, em que colocaram o concelho e das consequências que isto terá no bolso de todos nós. Haverá quem solicitará às entidades competentes a fiscalização da obrigatoriedade de "submeter a autorização prévia da assembleia municipal, independentemente da sua inclusão no Plano Plurianual de Atividades, todas as novas despesas de caráter anual ou plurianual de montante superior ao menor dos seguintes valores: € 500 000 ou 5 % das despesas orçamentadas relativamente ao capítulo do classificador económico em que a mesma se integra, no mínimo de € 100 000" e da legalidade orçamental. Disso não tenham dúvidas que haverá. 

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Manual Demagógico

O "espectáculo" montado para apresentar a candidatura "todos juntos pelo concelho de Nelas" trouxe poucas novidades a não ser o recurso a novos e enxovalhantes níveis na utilização de recursos estilísticos muito pouco recomendáveis. Novidade só a assumpção pública que todos, incluindo o grupo que se denomina de Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim, estão juntos "pelo concelho de Nelas" para continuar a "trabalhar" da mesma forma que nos conduziu à ruína económica e financeira e degradação infraestrutura e competitiva, facto que a coligação nega mas que é comprovado pela assinatura (pela coligação) do PAEL. Caiu o último pedaço da máscara aos que usam o MRCCS para tentar enganar os que têm a restauração do concelho de Canas como objectivo. 

Dado o grau demagógico e ludibriante usado acho que são escusadas análises aprofundadas de qualquer espécie. Repare-se nesta afirmação de Isaura Pedro:
  • "O ambiente será a nossa prioridade se vencermos as eleições"

Um executivo que nem manutenção das ETARs existentes faz, que avançou com a possibilidade de instalação de uma industria altamente poluente, que não aproveitou os fundos comunitários para construir nenhuma ETAR mas que se gaba da ETAR construída (com recurso a esses mesmos fundos) pela EDM (e com a qual a CM nada tem a ver) e ainda do dinheiro desperdiçado nuns tanques de decantação que construiu e que nada resolveram para despoluir a Ribeira da Pantanha. 


A autarca vem dizer que agora, ao fim de oito anos de total inacção, é que vai ser. Isto não é ter lata. Isto é outro nível de engodo. É uma indústria inteira de enlatados com que o executivo nos pretende entalar e enganar. Para quem aceita que a apresentem como "uma presidente que presta atenção aos que mais precisam e coloca a saúde como principal preocupação" não é grande cartão de visita.


A autarca gaba-se ainda de muitas outras coisas. Curiosamente, ou não, as obras realmente palpáveis foram feitas não pela a Câmara mas por instituições particulares (Bombeiros, Lares, etc) com recursos a fundos comunitários lançados pelo anterior governo PS. Curioso seria ler agora as declarações da Presidente aquando da triste inauguração do quartel dos Bombeiros Voluntários de Nelas. 


Verdadeiramente elucidativos foram a subida ao palco de Mário Pires (que recorde-se é candidato testa de ferro pelo MRCCS e não pelo PSD/CDS) e as declarações de Luís Pinheiro vice-presidente da concelhia do PSD de Nelas, master of puppets da lista do MRCCS, e que neste evento "falou em nome do PSD de Nelas".

Assumiu publicamente a sua militância há mais de 10 anos (relembrar duração do processo de emancipação e como foi iniciado) e desculpa o governo PSD/CDS da Nação e o da autarquia. Ao fim de oito anos culpa o agora vizinho José Correia, que deixou a Câmara com uma dívida de 5 milhões de euros (auditados por estudo encomendado por Isaura Pedro), pela dívida de quase 20 milhões que agora existe. Aquele que nada permitia e tudo atacava, agora tudo perdoa a quem deu duas rotundas a Canas de Senhorim. Guerreava e não dava tréguas a quem fez uma estrada para a Póvoa de Santo António e repavimentou a estrada Felgueira - Santar e tudo tolera a quem apenas instalou dois exemplares do bacoco progresso - a rotunda. É esta a visão que tem para o progresso da sua (?) terra - duas rotundas. Já estamos quase ao nível de um Seixo da Beira. Pessoalmente lá saberá o que ganhou com isto. 

Ele que agora diz que está "há 8 anos a defender o interesse de todos e do concelho de Nelas, que também é o seu concelho". Confesso que fico baralhado com isto. O líder da restauração do concelho de Canas de Senhorim, que integra uma lista deste Movimento, a afirmar que apoia uma lista denominada "todos juntos pelo concelho de Nelas"? A dizer que defende há oito anos o interesse de Nelas? A garantir, espante-se, que "este concelho (de Nelas) é pequeno, todos somos poucos para o defendermos"? É a verdadeira loucura.


Um verdadeiro manual de oportunismo, bipolaridade partidária, falta de respeito democrático por quem vota, demagogia, insensatez. Lamentavelmente isto passa-se na minha terra. 


Isto na presença ou em representação de líderes distritais que lançam hosanas ao cumprimento das contas públicas e que depois apoiam quem faz o contrário. Dizem até desejar que "todos os concelhos do país deviam ter uma presidente de Câmara como esta - autêntica, disponível e próxima das pessoas". A falência do país e a instalação de um estado que proteja e favoreça ainda mais os mais fortes assim o deve determinar. Passos, Portas e Isaura Pedro isso estão a conseguir. 

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