Archive for 2017

Era uma vez um Problema Ambiental

Era uma vez um problema ambiental que existia na Urgeiriça e que, durante anos, responsáveis autárquicos da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim sempre juraram a pés juntos que não existia. Responsáveis autárquicos esses que atacavam publica e privadamente quem durante anos lutou para que esses problemas graves fossem resolvidos.

Fruto da luta de muitos: ex-mineiros, ex-trabalhadores da ENU, moradores, ambientalistas; foi possível alcançar vitórias que, à partida, seriam consideradas utópicas. 

Uma das questões era a recuperação das habitações existentes no Bairro Mineiro, que apresentam elevados níveis de radioactividade. Problema que sempre foi negociado entre Associação da Urgeiriça e a EDM tendo, basicamente, todos os tramites e exigências sido acordados. Faltava APENAS o cumprimento do acordado.

Eis que os chicos espertos que, no passado, juravam a pés juntos que não havia problema nenhuma na Urgeiriça, a coberto de um velho "aliado", vêm agora apresentar-se como paladinos da defesa da reabilitação ambiental da Urgeiriça e.....

Depois do jogo sujo de bastidores tentam colar-se desenvergonhadamente ao que outros alcançaram. Poderíamos dizer que vale mais tarde que nunca e que é hora de se juntarem à luta mas não. Trata-se apenas e só de uma tentativa descarada de tentar capitalizar simpatia, usurpando os louros que outros alcançaram. Nada que espante nos actores em causa. 

A tentativa vem sendo tentada há alguns meses e até houve uma reunião com a população, onde estive presente, onde ficou deliberado, manter o interlocutor com a EDM. Não quis o presidente da Câmara de Nelas & Cia, respeitar a vontade do Povo. Irão dizer que a foi a EDM a impor este modelo (como se houvesse alguma razão para tal). É como julgassem que na Urgeiriça a memória não existisse. 

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13 Inaugurações

No Primeiro de Maio foi feita uma inauguração nas 4 esquinas de Canas de Senhorim.
Convém que as pessoas entendam algumas coisas sobre o que foi feito:

  1. A área intervencionada era e continua a ser privada. O proprietário pode, a qualquer momento requerer, o espaço para edificar o que quer que seja;
  2. O custo da obra foi 16.500 euros mais IVA, como se pode ver pela imagem 1;
    imagem 1
  3. Ficou por fazer a intervenção do espaço público entre (no mínimo) o Largo 2 de Agosto, a Capela e o Mercado, com a criação de passeios e espaços pedonais para fruição pública, reordenamento do transito, iluminação pública e mobiliário urbano. Assim como se pretendeu fazer em Nelas onde era muito menos necessário. Lá a coisa custou mais de 100 mil euros, como também é visível na imagem 1;
  4. Que o custo desta intervenção foi, mais coisa menos coisa, o mesmo que custou uma hora de actuação dos Diabo na Cruz em Junho passado na sede do Concelho, como se pode ver pela imagem 2.
    imagem 2

Isto dá para por em perspectiva a relevância da obra que pomposamente foi inaugurada e o que ela pretende: inviabilizar uma intervenção de fundo que reabilite o espaço público em Canas de Senhorim. Com o preço pago a uma banda musical tenta-se evitar uma obra estruturante que embelezaria e atrairia pessoas ao concelho numa povoação que há muito não é devidamente intervencionada. 

Sobre o preço pago aos Diabo na Cruz muito haveria a dizer (e talvez ainda seja dito), mas basta consultar o BASE e ver se encontram valor mais elevado pago à banda nos últimos 5 anos.

Mas já que a senda é inaugurar era interessante vermos inaugurar, por exemplo: 
  1. A educação e o respeito nas reuniões de Câmara e fora delas; 
  2. A verdade nos discursos e comunicados; 
  3. A igualdade de tratamento face a todos os munícipes e freguesias - a título de exemplo gastaram-se mais de 100 mil euros nas 4 esquinas de Nelas e apenas 16 mil nas de Canas (em terrenos particulares); 
  4. A defesa do interesse público em vez dos interesses pessoais e privados;
  5. O Centro Escolar de Canas de Senhorim (e não refeitórios que não em pré-fabricados); 
  6. Reparar condições deficientes na pré-escola de Canas de Senhorim ou de Santar, por exemplo; 
  7. Parques infantis funcionais e respeitando todos os preceitos legais, como o das Caldas da Felgueira e tantos outros; 
  8. Regenerações urbanas onde elas são efectivamente necessárias na Aguieira, Senhorim, Canas de Senhorim, Carvalhal Redondo, Pisão, Moreira. Faze-lo respeitando a traça beirã tradicional valorizando e potenciando o património existente, dando-lhe a coerência necessária para tornar o concelho atrativo para habitantes e visitantes;
  9. Iniciar as Áreas de Reabilitação Urbana que permitiriam aos particulares das Caldas da Felgueira, Canas de Senhorim, Nelas e Santar fazer obras com benefícios fiscais - não se limitar a calcetar terrenos privados; 
  10. A baixa do IMI;
  11. As obras que diz que vai fazer no próximo mandato;
  12. Assumir as responsabilidades pelo não cumprimento das muitas promessas que fez a pessoas, associações, empresas e juntas de freguesia em vez de atirar as culpas para os vereadores;
  13. Os lares prometidos de Carvalhal Redondo e Senhorim e o Centro da Misericórdia de Canas de Senhorim
Ao invés disto assistimos a inaugurações de empresas e ao apensar de placas para associar o espécime a coisas de pouco vulto. Assistimos ao disruptivo (esta palavra agora é de uso obrigatório) conceito de inaugurar promessas. O que temos tido e vamos ter são, essencialmente, inaugurações de promessas. Aliás, quem conhece Borges da Silva já certamente o ouviu dizer que "o que rende não é o cumprimento de promessas mas fazê-las". Até no que a lugares diz respeito isso se aplica. Especialmente aí. As desilusões pessoais, gere-as depois.

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Descer à Terra

Amanhã são inauguradas as novas instalações da CoverCar na ZI de Canas de Senhorim e, hoje de manhã, fiquei a saber mais novidades relativamente às Zonas Industriais do Concelho. 

Uma nova empresa será instalada em Nelas e outra em Canas de Senhorim. Uma que fornecerá a Shark em Oliveirinha e uma outra, cujo o antigo accionista é um distinto canense, irá instalar-se, transitoriamente, na ZI de Nelas. Isto lá para 2018 ou 2019. Boas notícias, estas.

Mas, mais uma vez, as promessas alardidamente feitas sobre investimentos em Zonas Industriais, anunciadas à peble há um ano atrás, com um investimento de 10 milhões de euros em quatro ZI do Concelho ficaram definitivamente postas de parte.

Quem não se lembra do fantástico e caro vídeo elaborado propositadamente para propagandear o futuro risonho que se avizinhava?


Eram "10 milhões" para a a Zona Industrial n.º1 de Nelas, para o Chão do Pisco, para a Ribeirinha e para comprar e reabilitar os Fornos Elétricos. O futuro era radiante e policêntrico. O respeito pelo passado industrial de Canas, que tanto deu ao concelho de Nelas, parecia voltar em força. Logo na altura, numa reunião de Câmara que se realizou a 27 de Maio de 2015, alertei para as muitas dúvidas que tinha. 
  • Questionei sobre o Estudo de Impacto Ambiental e foi-me dito que não era preciso - mais tarde constatou-se que eu tinha razão e uma elaboração apressada de um estudo vai custar 18.500€ quando podia custar bem menos;
  • Questionei sobre quais seriam as prioridades caso a CCDR não aceitasse tanto investimento - fugindo à questão lá me foi dito que as prioridades era investir por igual em todas elas. Hoje foi-nos dito, preto no branco, que todo o investimento aprovado será investido na ZI 1 de Nelas. Daquilo que ouvi também entendi que os "10 milhões", que depois passaram a ser "3 milhões" afinal são apenas e só a expectativa do Presidente - ou seja, podem muito bem ser apenas metade. 
  • Outra questão relevante, que se mantém, prende-se com o custo de mercado a que têm de se vender os terrenos objecto de financiamento. Vai uma aposta que na ZI 1 de Nelas, ou se arranja uma manigância, ou os custos dos terrenos vendidos a empresários vão obrigatoriamente disparar? Ou isso ou a CMN terá de devolver dinheiro, de acordo com os regulamentos comunitários, a Bruxelas.
Isto e mais algumas coisas podem ser constatadas na acta da dita reunião.

Actualmente mais do mesmo está em andamento. Agora são apresentados como certos investimentos de mais de "14 milhões de euros" para realizar depois das eleições. Aí, como nesta questão, são palavras que as levará o vento.

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Águas Pouco Transparentes

Na reunião de Câmara de 12 de Abril de 2017, confrontei o presidente com a seguinte notícia:

Como se pode ver, a acreditar na peça jornalística, a Borgstena foi "multada em 125 mil euros pela Agência Portuguesa do Ambiente" por descargas na Ribeira da Pantanha.

Segundo o presidente da Câmara de Nelas estes factos remetem-nos para 2012, antes de a Câmara ter autorizado a empresa a descarregar num "colector público" que, sem qualquer tratamento, descarrega na ribeira mártir. Estes factos remetem-nos para um tempo em que o advogado da empresa era - adivinhem lá quem. Na notícia o presidente da CMN afirma que "em fevereiro de 2013 demos autorização à Borgstena para lançar efluentes na rede pública, logo somos nós os responsáveis...". Nós, é o Município e, portanto, todos nós.

Face às parcas declarações da empresa que, efectivamente passou o problema para o domínio público - vá-se lá saber com ajuda de quem, "envia as descargas para um colector do município", face à "recusa da sua responsabilidade" - corroborada pelo presidente da Câmara, e como a CMN, APA e/ou SEPNA, ainda não divulgaram outras fontes de poluição significativas, decidi perguntar ao presidente o seguinte:
  1. Se considera plausível que venha a ser a CMN a pagar a coima agora aplicada pela APA à Borgstena, caso o tribunal dê razão à empresa?
  2. Se tinha conhecimento de qual o advogado que interpôs recurso em nome da Borgstena.
Como respostas tive uma espécie de não à pergunta 1, pois, segundo Borges da Silva, os factos são relativos a 2012. Como resposta à pergunta 2 foi-me dito que o causídico seria o sócio (?) (ou ocupa o mesmo espaço físico) da esposa do presidente da Câmara. A resposta a esta pergunta foi acompanhada de uma manifestação de indignação e de alguns impropérios. Aparentemente a estranheza que eu e alguns vereadores vislumbram nesta aparente falta de transparência não é acompanhada por que deu a resposta. Haverá algum dos leitores que ache estranho este tipo de "coisas"?

É que depois das inovadoras acções que o presidente da Câmara de Nelas colocou à própria Câmara (que perdeu todas), Borges da Silva prepara-se para inovar mais uma vez: desta feita, na prática, é o escritório no qual a sua esposa labora, no qual ele laborou, que coloca a Câmara da qual é presidente em Tribunal. Qual será o desfecho desejado pelo presidente da Câmara?

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Parvos?

Já todos, os que andamos atentos, demos conta da tendência que o actual presidente da Câmara de Nelas tem de fazer dos outros parvos. São muitas as evidências onde isso acontece, umas mais claras do que outras. 

Pela sua insignificância, a que agora apresentarei, revela a forma mentirosa e mesquinha de actuar de Borges da Silva.

No passado dia 14 de Março, depois de verificar que os clubes desportivos se podiam candidatar ao PRID (Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas) do Instituto de Desporto - e de depois de fazer alguns contactos para averiguar da possibilidade de as candidaturas chegarem a bom termo - liguei ao Sr. Presidente do GDR para saber se estariam interessados em que a Câmara de Nelas apoiasse o Clube numa candidatura com vista a regeneração dos seus balneários e outras áreas. A CM de Nelas tinha anteriormente debatido apoios para que esses espaços fossem requalificados e, com este programa, teríamos todos a certeza do avanço das obras ainda por cima com custos menos significativos para a autarquia de Nelas e para o Clube.

Posteriormente a esta chamada enviei (como se pode ver na imagem seguinte) mail ao presidente da Câmara Municipal de Nelas para agendar o assunto. Dei conhecimento a Paulo Jesus, presidente do GDR e a todos os vereadores.


O assunto foi debatido hoje e foi aprovado por unanimidade o apoio técnico da Câmara na elaboração da candidatura. Tudo a correr bem, certo?

Mas o que mais fez o presidente da Câmara? Vejam a seguinte imagem e deliciem-se com a pequenez:


Nos documentos anexos ao ponto aparece um oficio do GDR de Canas de Senhorim, datado de 13 de Março (dia anterior ao meu e-mail), que só deu entrada na Câmara a 23 de Março (entregue em mão - ver canto inferior direito), com um despacho do presidente da Câmara de 14 de Março, a despachar para ele próprio, anterior a ele ter entrado na autarquia (ver centro superior do documento) e com uma entrada formal apenas a 24 de Março (ver canto superior direito). Baralhado? Não é para menos. 

Vamos descomplicar. Borges da Silva, com receio que alguém para alem dele possa contribuir para o desenvolvimento e ajuda às instituições do concelho, deve ter ligado ao presidente do GDR, coagindo-o e obrigando-o a forjar um pedido com data anterior ao meu e-mail, coisa que Paulo Jesus fez (e que alternativa teria ele?) no dia 22 ou 23 de Março, dia em que o foi entregar pessoalmente no Município de Nelas. Borges da Silva, desatento (ele com datas é um bocado mau, como se viu com o despacho que me exonerou) fez um despacho a 23 ou 24 de Março com data de 14 do mesmo mês. Isto tudo para poder afirmar que agendou o assunto mas o Desportivo até já o tinha pedido porque ele próprio os tinha alertado. Isto tem um nome: doença e falta de respeito por tudo e todos.

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4+4=88

O actual presidente de Câmara é apanhado recorrentemente a dizer que "eu sou tão de Nelas como de Canas" ou "eu gosto tanto de Nelas como de Canas". 

Na realidade um presidente de câmara nem deveria ter necessidade de afirmar isto e, ao afirma-lo, revela duas coisas:
  1. Que as restantes localidades do concelho não lhe merecem o mesmo respeito no discurso (que muda consoante a geografia do púlpito);
  2. Denota a necessidade de afirmar por palavras o que pelos actos fica por demonstrar.
Consulte-se o BASE e verifique-se a diferença, só a título de exemplo, do investimento feito nas 4 Esquinas de Canas de Senhorim e nas 4 Esquinas de Nelas, que expressam um  "diferencial" de oitenta e oito mil euros em desfavor de Canas, naturalmente. Borges da Silva achará que a diferença pode ser compensada com amor e discursos. 



Se tiver curiosidade procure outros "investimentos" e delicie-se a ver onde são gastos os seus impostos (já recebeu a nota do IMI?). Verificará que grande em estudos e assessorias há uma grande maquia, para propagandear que "em breve" haverá investimentos tremendos. Isto três anos e meio depois das eleições autárquicas. 

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Tratar da Saúde

Não é todos os dias que um Deputado da Nação se desloca ao Concelho em ofício e preocupados com o estado das coisas por cá. Quando assim acontece cabe aos autóctones tentar ser hospitaleiros.
No dia 27 o Deputado Moisés Ferreira do Bloco de Esquerda, vice-presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, portanto mais atento a estas questões, quis saber qual o estado do Serviço Nacional de Saúde no Concelho de Nelas e eu tentei ajuda-lo, mais à sua comitiva, a perceber um pouco melhor o que se passa. Outros, que vêm o território como uma espécie de coutada particular fosse, que exercem o poder de forma provinciana e que dessa forma o diminuem, acham de todo anormal que alguém possa faze-lo sem a “autorização” ou “pagamento de portagem” que julgam ser necessária ou serem credores, ainda presos numa espécie de idade das trevas medieval, muito pouco saudável.
Deslocámo-nos à USF Estrela do Dão e a UCC (a cargo da Misericórdia  – em Nelas, às extensões de Saúde de Carvalhal Redondo e Santar e ainda a USCP de Canas de Senhorim, acompanhados pelos responsáveis do ACES Viseu Dão Lafões, Dr. Luís Botelho e Dr. Lino Ministro.
Foi notório que os principais problemas se prendem com a escassez de recursos humanos ,quer médicos, quer de enfermagem ou até administrativos, com médicos com cadernos de 1900 utentes, totalmente preenchidos, o que leva, face às solicitações de uma população cada vez mais envelhecida e carente de cuidados primários de saúde, a consultas de diagnóstico de pouco mais de 10 minutos e a um stress e sobrecarga de trabalho em todos estes trabalhadores.

Ainda no que diz respeito aos trabalhadores confirmou-se que tem sido a Câmara Municipal de Nelas a destacar funcionários administrativos para Carvalhal Redondo e Santar, ali “colocados” de forma precária através de Contratos de Emprego e Inserção. Uma situação inadmissível já que parece ser desejo de todos a manutenção daqueles espaços para melhor servir as populações. Se assim é é preciso criar condições para que possa haver estabilidade laboral em quem presta ali serviço há mais de cinco anos.

Foram igualmente identificadas falhas graves nas extensões de saúde de Carvalhal Redondo e Santar, sem gabinete de enfermagem, e anotadas queixas de utentes que dizem não compreender o porquê daqueles serviços apenas disponibilizarem serviços quatro horas por semana e, com isso, serem obrigados a deslocarem-se, sem necessidade, a Canas de Senhorim ou a Nelas, em situações perfeitamente atendíveis naquelas extensões. Esta situação poderá estar relacionada com a falta de recursos de transporte identificados pelo Sr. Director da ACES e foi defendido ao interveniente que isso poderá ser ultrapassado complementando o reforço do número de horas em que estes serviços estão abertos com eventuais protocolos com as Associações de Bombeiros para facilitar transportes entre unidades.

O Sr. Deputado comprometeu-se a levar todas estas questões ao Ministro da tutela e ao Parlamento. 

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São Tulipas Senhor. São Tulipas!

O presidente da Câmara Municipal de Nelas depois de ter descoberto a forma de antecipar fundos disponíveis até final de 2017, para além do mandato que tem, descobriu a formula de "antecipar a Primavera". É o que o próprio afirma, qual "rei da internet", em diversas publicações na  página Facebook do Município. E que bonitas ficam as rotundas e os diversos jardins que receberam os mais de 6 mil bolbos de tulipas. 

Não sei se alguma "febre das tulipas" terá afectado o presidente, ou se estará a tentar obter fundos para lançar os procedimentos que visem reparar a estrada Carvalhal - Caldas da Felgueira, com buracos (em Canas de Senhorim) e em estado miserável entre Vale de Madeiros e Felgueira, com recurso a algum esquema especulativo com inspiração neerlandesa. Sei é que, em pormenores de pouco significado financeiro, é notória a discriminação gritante para com todas as localidades do concelho. Fora da sede do concelho, não há flor que se cheire. Nem mesmo em outras localidades da freguesia de Nelas.

Muitos são os recantos, do Pisão a Vila Ruiva, da Lapa do Lobo às Fontanheiras, das
Caldas da Felgueira à Urgeiriça, que em vez de serem ajardinados são abandonados. Os que em melhores condições já se encontram são os que são escolhidos para ser ainda assim melhorados. Na "regeneração urbana" a política é a mesma. "Requalifica-se", de forma manhosa, o que menos precisa de intervenção. Sempre na sede do concelho esquecendo todas as outras localidades de todas as outras freguesias (onde estão as ARUS para Santar, Canas de Senhorim e Caldas da Felgueira?). Um modo de actuar que parece que voltou em força. O à vontade é tanto que se afirma que as tulipas "dão à Vila um toque florido e colorido onde dá gosto passear e apreciar o resultado" e remata com um "Nelas Vive a Primavera" e, ainda por cima, em antecipação. 

Nos outros sítios que se passeie sem gosto. Nas restantes freguesias o destino é o abandono, o mesmo que os parques infantis tiveram ao longo de todo o mandato No restante concelho, se gosta da Primavera, de toques floridos e coloridos não tem outro remédio senão esperar pelo 21 de Março e deslocar-se à loja mais próxima para comprar as suas flores favoritas.

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Cegueira Viníca

É costume ouvir dizer que o ódio cega. Mas há o que cegue mais. O deslumbramento é um deles. Quando é balofo e injustificado então....

Temos de começar por dar os parabéns à Câmara de Viseu, a Jorge Sobrado, a João Paulo Gouveia e, naturalmente a Almeida Henriques pela astúcia e estratégia de valorizar o seu município. Pena que o executivo permanente da Câmara de Nelas não vislumbre o evidente "cavalo de Tróia", talvez toldado pelo requinte e visibilidade pessoal que podem obter. 


Na passada reunião de Câmara, lá para as duas da manhã de 14 de Março, a Vereadora Sofia Relvas anunciou, inchada de orgulho, que a Câmara de Viseu tinha convidado a Câmara de Nelas a apresentar no stand que a capital de Distrito tem na Bolsa de Turismo de Lisboa, BTL para os do metier, a 26ª Feira do Vinho do Dão. Apresentaram a novidade como uma coisa maravilhosa.

Ora a maravilha da iniciativa, da Câmara de Viseu, é associar um certame muito apetecível para qualquer Município da Região do Dão ao concelho de Viseu. Fazer isso na maior Feira de Promoção Turística do País é genial. Genial mas apenas para o Concelho de Viseu. Para Nelas, a prazo, será um desastre.

Borges da Silva e Sofia Relvas não descortinaram (ou será intencional?) que com este tipo de acção estão a transferir a prazo para Viseu a autoria da Feira do Vinho. Os agentes económicos e o público em geral, a repetir-se esta habilidade, irão passar a identificar a Feira com o Concelho de Viseu (ou então Nelas como uma mera freguesia do Município da capital de Distrito), dando toda a legitimidade a que estes organizem ou adensem os eventos relacionados com o vinho em Viseu, esvaziando, a prazo, a Feira do Vinho do Dão que se realiza em Nelas há 25 anos.

Os parabéns a Almeida Henriques, João Paulo Gouveia e Jorge Sobrado.


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Mentir, mentir, mentir.

O actual presidente da Câmara Municipal de Nelas tem uma especial propensão para recorrer à mentira para justificar as suas opções que, muitas vezes, se mostram erradas.

Passados três anos e meio de ter tomado posse, continua a chutar para o anterior executivo as culpas da sua inacção em muitos aspectos. O ambiente é um deles.

Depois de ter desistido de construir uma ETAR com financiamento aprovado de um milhão de euros (€1.000.000), para tentar resolver um problema que não é da Câmara Municipal e que irá, muito provavelmente, constituir um elefante branco de proporções significativas, com custos de funcionamento e manutenção que irão implicar subidas espectaculares no custo da água, vem agora, a meio ano das eleições, apresentar "obra" no valor de cento e cinquenta mil euros (€150.000) para requalificar trinta (30) ETAR's do Concelho. 

Se o presidente acha que este investimento diminuto vai resolver o problema de saneamento de muitas localidades há uma pergunta que tem de lhe ser feita: porque razão só agora, e não em 2013 ou 2014, é que estas obras são feitas?

Acresce que estes 150 mil euros, pagos pela ENDESA, algo que só desqualifica a Câmara e esta empresa, mais não são do que mera cosmética. O que está a ser feito é colocar um murete, uma vedação e uma limpeza da vegetação. É como se alguém estivesse a mudar de roupa mas não tomasse o muito mais importante banho nem mudasse a roupa interior.

Borges da Silva é um propagandista mor. Um fulano que não se coíbe de dizer publicamente (e pelos vistos não é a brincar) que "como é licenciado em direito é especialista em tudo" e que portanto acha que pode instruir técnicos da autarquia de como tudo se faz. Os resultados são e serão trágicos. 

O Presidente da Junta da Lapa do Lobo, corajosamente, acusa o presidente da Câmara, e bem, de passados três anos nada ter feito naquela freguesia que beneficie as populações. Dá o ambiente como exemplo. Dá bem porque só o dinheiro gasto no mercado de natal deste ano dava para construir um equipamento para tratar esgotos dessa freguesia.

Borges da Silva, que defende em círculos mais fechados, que "a Lapa já tem a Fundação e portanto não precisa de mais nada", vem mais uma vez recorrendo à mentira, dizer que já há ETAR's aprovadas e que estarão prontas em 2017. Nada mais falso. As ETAR's estão efectivamente aprovadas pelos Fundos Comunitários mas as mesmas ainda nem projecto aprovado pela Câmara têm. Quando Borges da Silva diz que "estão em fase de contratação", mente. Quando Borges da Silva diz que as vai "concluir antes do final do mandato", mente. A evidência dessa mentira pode ser consultada no sítio do POSEUR.


Mente às populações e mente à Câmara e aos seus vereadores. Mente e mente reiterada e despudoradamente. Como se pode ver pelo quadro retirado do site as datas indicadas para terminar as diferentes operações são, para todas, 2018. Se somarmos os atrasos entretanto verificados (muito especialmente na ETAR III de Nelas) podemos aferir da "verdade" do sr. presidente.

Mente também quando diz que as obras referentes às contrapartidas de Girabolhos, tábua de salvação do seu espúrio mandato, já que gasta todo o dinheiro que tem disponível em festas, propaganda e avenças, têm de ser concluídas até final de 2017. Mentira pura. O que Borges da Silva quer é instrumentalizar os dinheiros da ENDESA para fazer campanha eleitoral. Para isso é essencial que as obras sejam gastas até final de Setembro. Só para isso, para a propaganda que lhe é tão querida, é que isso é essencial. Para a ENDESA nada disso existe. As obras nem sequer têm de começar em 2017. Mais importante do que ter obra até Setembro de 2017 é que elas sejam bem projectadas, planeadas e executadas, sem pressas impostas por calendários eleitorais. O Concelho e as pessoas ainda cá estarão em Outubro de 2018.

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Coração do Dão

Com o decorrer do mandato para o qual foi eleito fico com a impressão que o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Nelas julga que o substantivo "ordinária" que a Lei n.º 75/2013 atribuiu às reuniões de Câmara quinzenais um caracter obrigatório e regular/frequente é, em vez disso um adjectivo. Talvez essa confusão explique os comportamentos grosseiros, medíocres e mal-educados, que tem nas reuniões ordinárias. 

Se assim for talvez esta confusão linguística lhe tenha dado a perspectiva de que podia não convocar uma dessas reuniões - a de 8 de Fevereiro de 2016 - e, ilegalmente e sem consenso, a reagendar para as 9 horas de dia 22, dia da segunda reunião obrigatória do mês. A reunião que devia ter sido marcada, com agenda definida, o mais tardar a 3 Fevereiro, simplesmente não o foi. Julgou o Sr. Presidente que a podia marcar apenas a 17 de Fevereiro. E depois queixa-se que os malandros dos vereadores o atrasam de governar a Câmara. Por aqui se vê quem o faz. A sua postura despótica provocou-lhe, uma vez mais, a falta de quórum.

Mas fez pior. A marcação fora das regras da reunião de 8 de Fevereiro a 17 do mesmo mês, vinha com uma agenda (que como vimos devia ter sido definida a 3) preenchida de pontos que só posteriormente a esta data podiam ser agendados. Uma originalidade temporal que só a Borges da Silva ocorre e que revela o "rigor" e a seriedade que aplica na gestão da Autarquia. E fez mais. A agenda da reunião de 22 de Fevereiro vinha praticamente vazia. Ou seja o Sr. Presidente diz-nos que não há assunto para debater na reunião ordinária.

No periodo antes da ordem do dia foram solicitados alguns esclarecimentos e agenciamentos futuros.
  • Em conjunto com o Vereador Adelino e a Vereadora Rita Neves apresentamos uma proposta para que fosse retomado o símbolo e mote "Coração do Dão". Divisa melhor, mais identitária, e integradora de todas as freguesias, de todo o Concelho. A proposta foi posteriormente subscrita  pelos vereadores Artur Ferreira e Manuel Marques. Será portanto uma questão de semanas até que seja deliberado acabar com o "Nelas Vive", que só vale para quem anda desesperado para fazer prova de vida.
  • Voltei a questionar o porquê dos buracos na EN 231-2, entre Urgeiriça e Carvalhal Redondo ainda não terem sido repostos. A 25 de Janeiro tinha-me sido garantido que na primeira semana de Fevereiro o problema seria resolvido. Justificou-se o Presidente com a necessidade de abrir procedimento para aplicar o betuminoso. A mesma justificação que tinha dado há 1 mês. Estará a Câmara com problemas de fundos disponíveis para não conseguir lançar um procedimento mixuruca? A boa gestão anunciada não permite evitar transtornos e acidente?
  • Foi igualmente apresentado pelo Vereador Adelino e por mim um pedido de esclarecimentos sobre o andamento das Áreas de Reabilitação Urbana de Caldas da Felgueira, Canas de Senhorim e Santar. Estas ARUs, para as quais foram definidas as áreas de intervenção há mais de meio não, aparentemente não sofreram qualquer evolução. A ser assim está mais uma vez demonstrada a pouca prioridade que Borges da Silva dá a esta questão que permitira beneficiar quem quer investir e reabilitar e que tornaria mais fácil tornar o Concelho de Nelas mais atrativo. Este atraso provoca igualmente que se definam outras ARUs em freguesias como Moreira, Senhorim ou Vilar Seco.

Aguardemos então se passa da propaganda à prática.


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